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Archive for maio \31\UTC 2011|Monthly archive page

Os Siderais na Lapa (2011)

In dança, Música on 31/05/2011 at 19:24

Antes de mais nada, esse vídeo acima dá uma idéia, mas não mostra bem o que vi: o som é horrivel, a imagem é horrivel, e a banda toca bem melhor e mais animada. É só uma ilustração.

Numa típica noite chuvosa carioca, ou seja, chata e molhada pra quem está na Lapa a pé, no meio da rua fechada para carros (talvez a única benfeitoria do choque de ordem até hoje), o posto localizado quase no encontro da Mem de Sá com a Riachuelo (e que liga as duas) parecia um oasis. E, na última sexta feira, esse oasis estava em chamas ou quase: os Siderais, banda formada por jovens figurinhas tarimbadas dos metais cariocas (sax, trombone etc – inclusive tuba!), fazia todo mundo pular e dançar e sacolejar com um funk- soul delicioso, todo mundo tomando cerveja comprada nos isopores e fumando cigarro, do lado da bomba de gasolina, entre os carros. Era melhor dançar que pensar. Com direito a uma bela porta-estandarte, o grupo, mostrando a que veio, divulgava seu facebook num autofalante daqueles de manifestações da década de 60. Melhor apresentação impossível. Boa sorte a todos os envolvidos!

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Apocalypse – D. H. Lawrence (1931) [e algumas pinturas]

In arte, Cinema, Literatura, pintura, videogame on 31/05/2011 at 19:19

O triunfo da morte - Pieter Bruegel (1562)

Tim Bailey. Cadet Congo Ganja - John Moores (2008)

Space Invanders Apocalypse - Lawrence Yang (2009)

No limite do discurso erudito, que se ultrapassado cairia num místicismo, D. H. Lawrence faz uma exegese do Apocalipse, mostrando simplesmente que os cristãos não são tão cristãos quanto pensam. Mais uma perversão do David.

Inside Job – Charles Fergusson (2010)

In Cinema, história on 31/05/2011 at 19:01

Gente Boa

Filme PowerPoint, que serve de complemento ao Capitalismo apaixonado do Michael “shame on you” Moore, Inside Job segue a via mais difícil, ao tentar mostrar como uma crise capitalista se constrói. Explicar o que é um derivativo é no mínimo complicado e até que ele se saí bem.

O autor transforma entrevistas em depoimentos e ausências em declarações – usa o poder que a mídia tem.

No final fica a lembrança de que a ganância que corre solta organizada (sic) em jogos de azar extremamente sofisticados determina a merda da vida de muita gente; fica a constatação de que o capital se concentra cada vez mais e que os estados nacionais são a condição dessa concentração; fica a lição de que a economia é muito mais política do que se imagina.

Parece que um movimento contra certa casta capitalista se esboça, carente de uma idéia do que fazer com aqueles que serão destituídos de seu poder e sua riqueza – in an american way, aposta suas fichas na regulamentação.

“Os Kennedys: o destino de uma família” no GNT

In celebridades, história, TV on 31/05/2011 at 18:50

"olha o passarinho"

A família exemplar, bem sucedida, último modelo do American way of life em 60. Ora bolas, nada é ideal. Patriarca dominador e ambicioso, filha rebelde lobotomizada, casamentos arranjados, sede de poder, tabus intocáveis, pais ausentes, filhos mimados e arrogantes, que serão futuros viciados em drogas pesadas, que foram criados por governantas, traições toleradas, provável aborto, fachadas e mais fachadas, cunhada amante, suas mortes encomendadas. A mais bela tragédia americana, sem dúvida. Estranhamente narrado em francês. Vale assistir a introdução aqui pra sentir o drama.

Blue Valentines – Tom Waits (1978)

In arte, Música, Show on 31/05/2011 at 18:30

Música bonita e sofrida.

A letra é um caso a parte, pode ser lida como uma poesia sem medo.

Blue Valentines

She sends me blue valentines
All the way from Philadelphia
To mark the anniversary
Of someone that I used to be
And it feels just like theres
A warrant out for my arrest
Got me checkin in my rearview mirror
And I’m always on the run
Thats why I changed my name
And I didn’t think you’d ever find me here

To send me blue valentines
Like half forgotten dreams
Like a pebble in my shoe
As I walk these streets
And the ghost of your memory
Is the thistle in the kiss
And the burgler that can break a roses neck
It’s the tatooed broken promise
That I hide beneath my sleeve
And I see you every time I turn my back

She sends me blue valentines
Though I try to remain at large
They’re insisting that our love
Must have a eulogy
Why do I save all of this madness
In the nightstand drawer
There to haunt upon my shoulders
Baby I know
I’d be luckier to walk around everywhere I go
With a blind and broken heart
That sleeps beneath my lapel

She sends me my blue valentines
To remind me of my cardinal sin
I can never wash the guilt
Or get these bloodstains off my hands
And it takes a lot of whiskey
To take this nightmares go away
And I cut my bleedin heart out every nite
And I die a little more on each St. Valentines day
Remember that I promised I would
Write you…
These blue valentines
blue valentines
blue valentines