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Archive for the ‘arte’ Category

Criolo – Nó na Orelha (2011)

In arte, Música on 14/06/2011 at 0:15

Essa é a primeira desse discaço.

Faço um retrato fantasioso do Criolo: as composições deste disco parecem vindas da cabeça de alguém que esta saindo, graças aos discos do Fela Kuti e do Jorge Ben, de uma depressão regada a maconha, saindo do quarto escuro que virou sauna. Agora na luz do dia, com fé na vida, o amargo do mundo vira poesia numa voz que oscila entre um sabotage upgraded, um curumim entristecido, um Otto negro. Um criolo doido que passou pela imunização racional. “Sou um ser em formação”, como o proprio disse. Pode curtir aqui. O mês inteiro. Quero o volume dois.

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Apocalypse – D. H. Lawrence (1931) [e algumas pinturas]

In arte, Cinema, Literatura, pintura, videogame on 31/05/2011 at 19:19

O triunfo da morte - Pieter Bruegel (1562)

Tim Bailey. Cadet Congo Ganja - John Moores (2008)

Space Invanders Apocalypse - Lawrence Yang (2009)

No limite do discurso erudito, que se ultrapassado cairia num místicismo, D. H. Lawrence faz uma exegese do Apocalipse, mostrando simplesmente que os cristãos não são tão cristãos quanto pensam. Mais uma perversão do David.

Blue Valentines – Tom Waits (1978)

In arte, Música, Show on 31/05/2011 at 18:30

Música bonita e sofrida.

A letra é um caso a parte, pode ser lida como uma poesia sem medo.

Blue Valentines

She sends me blue valentines
All the way from Philadelphia
To mark the anniversary
Of someone that I used to be
And it feels just like theres
A warrant out for my arrest
Got me checkin in my rearview mirror
And I’m always on the run
Thats why I changed my name
And I didn’t think you’d ever find me here

To send me blue valentines
Like half forgotten dreams
Like a pebble in my shoe
As I walk these streets
And the ghost of your memory
Is the thistle in the kiss
And the burgler that can break a roses neck
It’s the tatooed broken promise
That I hide beneath my sleeve
And I see you every time I turn my back

She sends me blue valentines
Though I try to remain at large
They’re insisting that our love
Must have a eulogy
Why do I save all of this madness
In the nightstand drawer
There to haunt upon my shoulders
Baby I know
I’d be luckier to walk around everywhere I go
With a blind and broken heart
That sleeps beneath my lapel

She sends me my blue valentines
To remind me of my cardinal sin
I can never wash the guilt
Or get these bloodstains off my hands
And it takes a lot of whiskey
To take this nightmares go away
And I cut my bleedin heart out every nite
And I die a little more on each St. Valentines day
Remember that I promised I would
Write you…
These blue valentines
blue valentines
blue valentines

Ordinário – Rafael Sica (2011)

In arte, Literatura, Quadrinhos on 21/03/2011 at 22:49

(...)

(...) (2)

(...) (3)

MUTE

MUTE (2)

Estou meio por fora do quadrinho alternativo pra saber o que é original, mas sei que isso é a bobeira tornada genial.

Se existe Arte com A maiusculo, o Sr. Sica elevou os rabisco no caderno de estudantes de segundo grau semi-depressivos desinteressasdos da aula a tal status.

Continue assim e não repita de ano.

Madagascar, Carnet de Voyage – Bastien Dubois

In arte, Cinema on 26/02/2011 at 1:06

Morei com um cara de Curitiba, que achava fevereiro o melhor mês do ano porque tinha Oscar e carnaval. Ele curtia axé e sabia todos os B´sides de Ivete Sangalo e Claudia Leite. Como também sabia de todos os ganhadores de melhor filme desde o início do Oscar. Na noite do Oscar ele colocava terno e etc. E o melhor filme que já existiu, para o meu amigo, foi Titanic.

Mas ele nunca me falou sobre os melhores curtas de animação. E esse é espetacular.  (tá concorrendo esse ano)

How Blue Can You Get – BB King Live At The Cook County Jail (1971)

In arte, Música on 04/02/2011 at 0:01

O nosso nobre senhor vai na calma, chama o diretor da prisão e fala que quer tocar para os brother de lá. Aproveita e grava um disco e mostra pra gente, pessoas do bem (sem dúvida), do que o blues é feito. Discão.

Old Man – Neil Young ao vivo (voz, banquinho e violão) (1971)

In arte, Música on 02/02/2011 at 14:52

A melhor forma de você ser hippie é tocar violão e ganhar algum dinheiro (talvez). O rapaz Young deixou os camaradas Crosby, Stills e Nash e se enveredou a tocar por aí. Sei lá, às vezes dá certo, como pode ver aí no vídeo.

O cara tem muito disco, e não para. Lançou um agora, chamado “Le Noise” (que ainda não escutei, opinião em breve), e dessa vez sem os  “Crazy Horse” para acompanhar. The dammage is done.

Respiração Artificial – Ricardo Piglia (1980)

In arte, Literatura on 02/02/2011 at 8:09

Garoto maroto

Misturar romance epistolar com ensaio e colocar um bocado de história da Argentina (ditadura) é coisa que só Ricardo Piglia pode fazer por você. Li há algum tempo. Preciso ler de novo.