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Archive for the ‘Cinema’ Category

Castles in the Snow [e] At my heels – Twin Shadow (2010)

In Cinema, Música, TV on 01/06/2011 at 0:36

 

Do album Forget.

Dois clipes montados com imagens antigas por Jamie Hartley. As fontes são dois documentários: um brasileiro, chamado “punks”, 1983, de Alberto Gieco; o outro “Wildwood, N.J.”, 1994, de Carol Weaks/Cassidy/Ruth Leitman.

(Droga, viciei).

Infelizmente pra ir no show (dia 02Jun) você precisava passar por uma ridicula gincana tarefa que promove a marca que o trouxe pra promover.

Queremos não quis (trazer pro Rio). Fico me enganando imaginando que existia um contrato de exclusividade ou algo assim.

Tudo bem. No fundo é mais um 80s – muito legal – chega, até quando?

Boas letras.

Arranjos interessantes, mesmo se retro – requentados e requintados, não resisti.

Apocalypse – D. H. Lawrence (1931) [e algumas pinturas]

In arte, Cinema, Literatura, pintura, videogame on 31/05/2011 at 19:19

O triunfo da morte - Pieter Bruegel (1562)

Tim Bailey. Cadet Congo Ganja - John Moores (2008)

Space Invanders Apocalypse - Lawrence Yang (2009)

No limite do discurso erudito, que se ultrapassado cairia num místicismo, D. H. Lawrence faz uma exegese do Apocalipse, mostrando simplesmente que os cristãos não são tão cristãos quanto pensam. Mais uma perversão do David.

Inside Job – Charles Fergusson (2010)

In Cinema, história on 31/05/2011 at 19:01

Gente Boa

Filme PowerPoint, que serve de complemento ao Capitalismo apaixonado do Michael “shame on you” Moore, Inside Job segue a via mais difícil, ao tentar mostrar como uma crise capitalista se constrói. Explicar o que é um derivativo é no mínimo complicado e até que ele se saí bem.

O autor transforma entrevistas em depoimentos e ausências em declarações – usa o poder que a mídia tem.

No final fica a lembrança de que a ganância que corre solta organizada (sic) em jogos de azar extremamente sofisticados determina a merda da vida de muita gente; fica a constatação de que o capital se concentra cada vez mais e que os estados nacionais são a condição dessa concentração; fica a lição de que a economia é muito mais política do que se imagina.

Parece que um movimento contra certa casta capitalista se esboça, carente de uma idéia do que fazer com aqueles que serão destituídos de seu poder e sua riqueza – in an american way, aposta suas fichas na regulamentação.

And everything is going fine – Steven Soderbergh (2010)

In Cinema on 23/03/2011 at 18:45

um brinde à sinceridade. documentário simples sobre um cara simples que ousou falar sobre si – falando bem – em sua arte. e até emociona.
se o soderbergh sempre alcançasse algo parecido com isso em seus filmes entraria pro meu top 5 diretores.

Io sono l’amore – Luca Guadagnino (2009)

In Cinema on 22/03/2011 at 0:06

Hmmm

Depois de dar 100 (malditas) escovadas antes de dormir, Luca aprendeu a lição: não será um menino mau. Assumiu o erro e tocou a vida.

Então veio o amor. E a beleza: neste filme tudo é belissímo.

O filme me disse: quando você faz parte da alta burguesia mundial, o fetiche é a ponte para o amor. Mas ele custa caro.

La Dentellière – Claude Goretta (1977)

In Cinema on 19/03/2011 at 17:47

Essa cena é inesquecivel

Conhecido por aqui como “Um amor tão frágil”. Mais um lançado pela Lume filmes.

Em grande parte graças a Isabelle Huppert (aos 24, parecendo 19), vi o filme mais triste da minha vida. Triste pela banalidade da tragédia.

O modelo de como fazer um filme sem apelar. Uma história simples basta quando se tem uma grande atriz e um diretor correto.

Jackass 3D – Jeff Tremaine (2010)

In Cinema, TV on 19/03/2011 at 17:33

Quem diria que Salò viraria brincadeira de criança, quer dizer, de adulto.

Onde houver um pouquinho de humor, lá estarei.

Cerejeiras em Flor (Kirschblüten – Hanami) – Doris Dörrie (2008)

In Cinema, dança on 14/03/2011 at 13:53

 

Tem gringo no Butô

Uma homenagem alemã ao grande Ozu. Quase um roteiro adaptado de “Tokyo Story“.

É bacana. Vale a pena especialmente pelo Butô.

(e pela bela Nadja Uhl, a moça do Baader Meinhof)

Madagascar, Carnet de Voyage – Bastien Dubois

In arte, Cinema on 26/02/2011 at 1:06

Morei com um cara de Curitiba, que achava fevereiro o melhor mês do ano porque tinha Oscar e carnaval. Ele curtia axé e sabia todos os B´sides de Ivete Sangalo e Claudia Leite. Como também sabia de todos os ganhadores de melhor filme desde o início do Oscar. Na noite do Oscar ele colocava terno e etc. E o melhor filme que já existiu, para o meu amigo, foi Titanic.

Mas ele nunca me falou sobre os melhores curtas de animação. E esse é espetacular.  (tá concorrendo esse ano)

L’homme qui ment – Alain Robbe-Grillet (1968)

In Cinema, Literatura on 22/02/2011 at 13:01

1

2

3

6,3

7,6 + k

Altamente recomendado pra quem não gosta de estória, e gosta de brincar de cabra-cega com 3 gatinhas francesas da década de 60. (Bons tempos do filme não-linear). (Alguém me explica, por favor).

Ou: Quando um escritor vira cineasta.

Kynodontas – Yorgos Lanthimos (2009)

In Cinema on 19/02/2011 at 14:24

Pegue os idiotas do Lars von Trier, subtraia o dogma, adicione nonsense godardiano, uma pitada de bad trip a lá Haneke e de “como criar seus filhos” de Içami Tiba e misture de maneira que  ele seja indicado ao Oscar. Voilá!, você tem esse Kynodontas.

Estamos na torcida.

Look – Sébastien Tellier (2010)

In Cinema, Música, TV on 19/02/2011 at 14:15

Da série clipes melhores que a música (que não chega a ser ruim).

Daguerréotypes – Agnes Varda (1976)

In Cinema on 17/02/2011 at 1:07

U-la-lá

Uma lição de como fazer um documentário simples e bom. Saia de casa para sua rua, entreviste as pessoas que lhe vendem pão, carne, cerveja, jornal, se apaixone pelo casal de velhinhos do armarinho da esquina, chame todo mundo pra um churrasco (ou um apresentação de um mágico), filmando sem parar. E use a língua sem ser ator pôrno. Basta. (Uma obrigação visitar a rua quando em Paris).

127 hours – Danny Boyle (2010)

In Cinema on 17/02/2011 at 0:46

"meu querido designer, você é tão inteligente!"

Em 91 minutos. Ufa.

Filme-spoiler. Com direito a pensamentos estóicos.

Segundo a Ju, uma metáfora para o percurso de uma análise – isso é que é superar o rochedo da castração.

Seguimos vivendo.

(A única razão convicta pra se colocar um final feliz hoje em dia é que o filme seja uma bad trip).

L’Enfance Nue – Maurice Pialat (1968)

In Cinema on 17/02/2011 at 0:15

Nowhere boy

1968 foi um bom ano para o cinema, a música, a história.

Por insistência do Truffaut fizeram esse filme, do mesmo diretor que fez o meu curta favorito.

Uma espécie de versão hard core dos 400 coups (“os incompreendidos”), algo como 1600 coups (“os rejeitados”).

Feito só com atores amadores, faz milagre.

Seco, duro, sem bem nem mal.

Tetro – Francis Ford Coppola (2009)

In Cinema, Literatura on 10/02/2011 at 21:06

"vou filmar na Argentina!"

Muitas belas cenas (em especial: a entrada, a festa de pijamas, o machado). Não é só a Argentina do filme, é como se o Copolla, o melhor diretor que também planta uvas, fosse latinoamericano.

O casamento de Maria Braun (Die Ehe der Maria Braun) – Rainer Werner Fassbinder (1979)

In Cinema on 01/02/2011 at 22:24

mas não tem nada de pornochanchada

Combina a secura da vida sem precisão com as cores do kitsch tornado belo. Quem sabe um bom filme para iniciação em Fassbinder. A Alemanha com jeito de Brasil, como ele sempre filma.

Exit throught the gift shop – Banksy (2010)

In Cinema, exposição, pintura on 01/02/2011 at 11:24

melhor que escrever "fim"

Explicando o título: na saída de um estabelecimento qualquer, por exemplo (o que é bem comum) de um parque de diversões, instala-se uma lojinha, onde a euforia se transforma em lucro. [SPOILER] O filme é um ajuste de contas, sem solução.

Coloca a preocupação que mais besteiras induz: “o grafiti é arte?” pelos próprios praticantes dele. E evita as besteiras. Resumo das conclusões: o grafiti é em primeiro lugar uma prática, quase sem sentido. Essa prática pode ganhar usos diversos, dos quais o nome Banski representa o mais contundente: um protesto poético. Entretanto, a arte-mercado, que, subvertendo os deboches do surrealismo e da Pop Art, tem o poder de fazer qualquer objeto funcionar como se fosse um objeto de grande valor estético, faz do grafiti sua linguagem privilegiada e aplasta toda possibilidade de sentido e de usos sobre o financeiro, sobre a utilidade de decoração.

Kafka – Steven Soderbergh (1991)

In Cinema, Literatura on 01/02/2011 at 10:55

antes...

...e depois!

Um tipo de roteiro inesperado, fiel (tanto quanto possível) a vida e obra do Kafka, que aqui vira um herói (por acaso). Hollywood é incrível.

Le concert – Radu Mihaileanu (2009)

In Cinema, Música on 01/02/2011 at 10:46

Shoshana!

Zorra total russo-francês (agradável graças aos atores), [SPOILER] com uma belíssima peça de Tchaicovsky inteira no final.

Black Swan – Darren Aronofsky (2010)

In Cinema, dança on 01/02/2011 at 10:34

patinho feio

Juliana Martins disse: “Clube da Luta para menininhas”. (Extra: dá vontade de ver o balé em questão).

Into the Void -Gaspar noé (2010)

In Cinema on 01/02/2011 at 10:25

Incrivelmente original (tanto quanto longo – se possível assista em partes). Não só na concepção mas na execução: [SPOILER] filmado em POV (point of view), em primeira pessoa, ou quase. De resto, Gaspar Noé de sempre: sexo e violência, ou o mundo pelos olhos de uma prostituta amarga. Carinho especial por este filme: o cinema vivo, são.

Station Agent – Thomas McCarthy (2003)

In Cinema on 01/02/2011 at 10:03

walk the line

Às vezes é preciso um filme pra percebemos como é reconfortante e gostoso estar entre amigos. E aprender que existem geeks com fetiche em trens que cortam (os Estados Unidos d)a América. Pra ver de tarde, com amigos, tomando cerveja…

Leon Morin, Pretre – Jean-Pierre Melville (1961)

In Cinema on 01/02/2011 at 2:55

Fábio de Melo francês

Que todos os filmes religiosos fossem assim! Leon Morin, um dos maiores superherois do cinema. Mais: um filme sobre ética, sobre a vida na resistência à invasão.

It’s kind a funny story – Anna Boden, Ryan Fleck (2010)

In Cinema, Música on 01/02/2011 at 2:31

na verdade ela é morena

Adolescente básico melhor que sudoku.

P.S.: com essa música, que está no filme, não dá pra ficar parado.