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Inside Job – Charles Fergusson (2010)

In Cinema, história on 31/05/2011 at 19:01

Gente Boa

Filme PowerPoint, que serve de complemento ao Capitalismo apaixonado do Michael “shame on you” Moore, Inside Job segue a via mais difícil, ao tentar mostrar como uma crise capitalista se constrói. Explicar o que é um derivativo é no mínimo complicado e até que ele se saí bem.

O autor transforma entrevistas em depoimentos e ausências em declarações – usa o poder que a mídia tem.

No final fica a lembrança de que a ganância que corre solta organizada (sic) em jogos de azar extremamente sofisticados determina a merda da vida de muita gente; fica a constatação de que o capital se concentra cada vez mais e que os estados nacionais são a condição dessa concentração; fica a lição de que a economia é muito mais política do que se imagina.

Parece que um movimento contra certa casta capitalista se esboça, carente de uma idéia do que fazer com aqueles que serão destituídos de seu poder e sua riqueza – in an american way, aposta suas fichas na regulamentação.

Madagascar, Carnet de Voyage – Bastien Dubois

In arte, Cinema on 26/02/2011 at 1:06

Morei com um cara de Curitiba, que achava fevereiro o melhor mês do ano porque tinha Oscar e carnaval. Ele curtia axé e sabia todos os B´sides de Ivete Sangalo e Claudia Leite. Como também sabia de todos os ganhadores de melhor filme desde o início do Oscar. Na noite do Oscar ele colocava terno e etc. E o melhor filme que já existiu, para o meu amigo, foi Titanic.

Mas ele nunca me falou sobre os melhores curtas de animação. E esse é espetacular.  (tá concorrendo esse ano)

Kynodontas – Yorgos Lanthimos (2009)

In Cinema on 19/02/2011 at 14:24

Pegue os idiotas do Lars von Trier, subtraia o dogma, adicione nonsense godardiano, uma pitada de bad trip a lá Haneke e de “como criar seus filhos” de Içami Tiba e misture de maneira que  ele seja indicado ao Oscar. Voilá!, você tem esse Kynodontas.

Estamos na torcida.

127 hours – Danny Boyle (2010)

In Cinema on 17/02/2011 at 0:46

"meu querido designer, você é tão inteligente!"

Em 91 minutos. Ufa.

Filme-spoiler. Com direito a pensamentos estóicos.

Segundo a Ju, uma metáfora para o percurso de uma análise – isso é que é superar o rochedo da castração.

Seguimos vivendo.

(A única razão convicta pra se colocar um final feliz hoje em dia é que o filme seja uma bad trip).