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Posts Tagged ‘quebra cabeça’

“Os Kennedys: o destino de uma família” no GNT

In celebridades, história, TV on 31/05/2011 at 18:50

"olha o passarinho"

A família exemplar, bem sucedida, último modelo do American way of life em 60. Ora bolas, nada é ideal. Patriarca dominador e ambicioso, filha rebelde lobotomizada, casamentos arranjados, sede de poder, tabus intocáveis, pais ausentes, filhos mimados e arrogantes, que serão futuros viciados em drogas pesadas, que foram criados por governantas, traições toleradas, provável aborto, fachadas e mais fachadas, cunhada amante, suas mortes encomendadas. A mais bela tragédia americana, sem dúvida. Estranhamente narrado em francês. Vale assistir a introdução aqui pra sentir o drama.

L’homme qui ment – Alain Robbe-Grillet (1968)

In Cinema, Literatura on 22/02/2011 at 13:01

1

2

3

6,3

7,6 + k

Altamente recomendado pra quem não gosta de estória, e gosta de brincar de cabra-cega com 3 gatinhas francesas da década de 60. (Bons tempos do filme não-linear). (Alguém me explica, por favor).

Ou: Quando um escritor vira cineasta.

Maurits Cornelis Escher – CCBB/RJ (janeiro/fevereiro)

In Uncategorized on 01/02/2011 at 10:42

Tatuagem

Escher é pop. Escher é férias escolares. Escher está lá no CCBB, com mais de cento e vinte e sete obras, e algumas brincadeiras a mais. Os pais levam os seus filhos para verem as obras do Escher (e elas, as crianças, nem muito aí para os quadros, mais atentos para os jogos e brincadeiras que o CCBB preparou. É válido. Tem até cinema em 3D.)

A quantidade de obras é enorme e todo mundo acha muito bacana e divertido. De fato é algo a ser visto, o Escher “ao vivo”, ali. Mas a sua obra é composta, na maioria, por xilogravuras e litografias, e, me desculpe, mas isso não é tão legal de ser visto “ao vivo” como o quadro do Kandinsky naquela outra exposição (que não era tão pop e não tinha crianças…). Não sei se vocês já viram, mas Kandinsky é desbotado. Escher não.

A exposição do CCBB tenta ser descolada, e consegue. O que é muito chato, algumas vezes, com adultos fingindo uma surpresa com o gato que voa/não voa. As crianças aproveitam melhor a exposição, elas parecem realmente viver algo do quebra cabeça que tem lá no chão. Os adultos ficam explicando para elas o que é litografia… imagine! Escher é pop. E irão pulular tatuagens escherianas por aí, vocês vão ver. Mas vá lá. E depois me explica o que é a casa do sr. Cornelis Escher montada por lá.